segunda-feira, abril 02, 2007

Caos, vôos e aeroportos

Minha cunhada demorou mais de 12 horas de puro inferno pra voltar pra casa neste fim-de-semana E o vôo não levaria mais de 3 horas. Viajou a trabalho e quase não volta. Apesar das peripécias e sofrimento, teve sorte. Muitos outros não conseguiram viajar. Nos noticiários viam-se rostos tensos, sofridos e revoltados. Teve muito bate-boca e até sopapos.

Ela contou-nos que um piloto afirmou ser tudo culpa dos controladores, pois desde o acidente da Gol - do qual foram diretamente responsáveis - por incompetência, vinham fazendo tudo errado.

Nas horas de crise e desespero é comum procurarmos por um culpado, alguém em quem jogar toda a responsabilidade pela tragédia que sobreveio. É também comum sermos injustos, parciais, intolerantes e míopes em relação aos envolvidos na situação.

Jogar a culpa pelo caos nos controladores é fácil. Assim como seria igualmente fácil culpar o governo, as empresas de aviação e até mesmo os passageiros. Dá para jogar a culpa no capitalismo, no pecado humano, no Diabo e até mesmo em Deus (que, insano, permitiu o homem voar...). O difícil é evitar a tentação de escolher o caminho mais fácil, admitir que a questão é complexa e que apontar dedos é o caminho mais curto para se fazer injustiça. Sem ajudar a resolver o problema.

Fácil também é dar com ombros, dizer que as coisas são assim mesmo e que nada adianta espernear porque tudo vai continuar a mesma m... ou piorar.

Ser construtivo, equilibrado e realistamente otimista em situações como esta é o mais difícil. E também o mais útil.

Um comentário:

Lou Mello disse...

Mas que é tudo culpa dos controladores, isso é. Também, com esse nome: controlador. Detesto controladores. Já reparou como tem controlador em todo lugar? Isso nasce mais que praga. Perguntaram a um menino o que ele ia ser quando crescesse e ele respondeu: Controlador. Não importa de que, basta ser controlador.