segunda-feira, abril 30, 2007
The Thinking Blog Award
Música, colírio para os ouvidos !
Comprei o CD "Reciclagem" pra dar pro meu "irmão americano" Steve, ele mesmo um saxofonista amador e dedicado. Ao ouvi-lo, fui tocado pela delicadeza da melodia, que, tenho certeza, você também vai apreciar.
Deixo-os, portanto, em excelente companhia.
Intervalo...
Mas não se preocupem, em junho, queira Deus, estarei de volta, à toda.
Portanto, não se esqueçam de mim e voltem mes que vem !!!
Gracias
quinta-feira, abril 26, 2007
Ctrl C + Ctrl V
(extraído do "Terceiro sermão")
em "Os 50 sermões do reverendo Z", do meu + que amigo Ricardo Muniz
segunda-feira, abril 23, 2007
Crtl + C, Ctrl + V
extraído do artigo “Brasil assassina crianças e o futuro” de José Arbex Jr., na revista “Caros Amigos”, março de 2007.
quarta-feira, abril 18, 2007
300
Os fãs de histórias em quadrinhos (HQ) gostam cada vez mais de cinema. Além da profusão de filmes sobre heróis dos quadrinhos – Superman, Batman, Motoqueiro Fantasma, HomemAranha, X-men, Fantasma, etc – agora o cinema absorve a própria técnica visual dos quadrinhos. Exemplos marcantes são os filmes Sin City e este 300.
O capricho visual é excepcional e as tomadas em câmara lenta dão um efeito de quadro a quadro na ação, como se olhássemos um revista. Fugindo da técnica hiper-realista, na qual o que é artificial é feito de tal forma a parecer real (vide Aslam, o leão, em Nárnia), estes filmes fazem tudo parecer irreal, como se tivéssemos, tal como Alice no país das maravilhas, entrado em outro mundo, numa revista de HQ. O resultado é um grande impacto dos personagens sobre o espectador, apesar dele saber que tudo é irreal. A minha reação, vendo Xerxes, Leônidas e as lutas, foi “nossa!!!”.
Quanto aos aspectos históricos e filosóficos apresentados no filme, seria necessário mais espaço e deixo para outro blogueiro – quem se habilita? - fazê-lo.
Se voce gosta da arte cinematográfica, vale a pena assistir 300...
sexta-feira, abril 13, 2007
Fugindo do monopólio...
No lugar do Windows Media Player, use o Real Player ou o Quick Time;
No lugar do MS Office, use o Open Office;
No lugar do Hotmail, use o Yahoo ou o Gmail;
No lugar do MSN Messenger, use o Yahoo Messenger, ou o Google Talk;
e, finalmente, quando puder, no lugar do MS Windows, use o Linux.
Vivre la libertè !!!
A Microsoft que vá à... !
Já instalei o Firefox e estou baixando o OpenOffice. Depois ainda tenho que baixar novamente o eMule, o Real Player - assim abro mão do Media Player - e instalar os outros programas que interessam ao povo aqui de casa.
Já comecei a consultar alguns amigos sobre a instalação, mais tarde, de um Linux. Quando tudo isto estiver terminado - sabe Deus quando - estouro uma champagne. Que nada, abro uma cervejinha mesmo, e pronto. Bye, bye Mr. Gates !!! Ah, voces serão avisados.
Um bom fim-de-semana pra todos!!!
quinta-feira, abril 12, 2007
Desabafo contra a Microsoft
"Amigos,
Desculpe importuná-los, alguns receberão esta msg em mais de um e-mail. Não costumo escrever para grande número de destinatários. Sei que é uma chateação e todos estamos ocupados. Desculpem-me, mas a revolta é grande e é preciso que a Microsoft saiba que não é Deus.
Meu velho notebook precisou conserto há 3 meses. O técnico reinstalou o Windows XP. Não usou o CD original de meu computador por ter perdido. Mas achei que não fosse ter problemas.
Há alguns dias, por meio de uma atualização, a Microsoft detectou que o Windows de meu equipamento não era original. Solicitou que eu fizesse a "ativação de produto". Fiz. Não deu certo e em contato por telefone disseram-me que eu teria que reinstalar o Windows comprando-o ou, para ter o CD original, teria que falar com o fabricante do notebook (a Toshiba). Enquanto isso ocorria, uma mensagem - "voce tem 10 dias para ativar seu Windows" - surgiu a cada inicialização da máquina, em contagem regressiva. Como estava em tratativas com a Microsoft e a Toshiba para resolver o problema, não me preocupei. Os 10 dias se passaram, incluindo os feriados da Páscoa, quando não liguei o computador.
Ontem o Windows não mais abriu quando ligo o notebook, tornando impossível acessar qualquer arquivo ou programa nele. Liguei para a Microsft, novamente, e fui informado que o Windows estava bloqueado por não ser original e que teria que reinstala-lo. Disse que em momento algum havia sido informado dessa possibilidade e que estava em meio às negociações com a Toshiba para solucionar o problema. Fui informado, então, que deveria enviar um e-mail para um certo endereço da Microsoft para que eles me enviassem, em caráter excepcional, uma liberação provisória até que o software fosse regularizado.
Ora, é muita prepotência e arrogância pensarem que podem tomar medidas unilaterais, sem prévio aviso, sem levar em conta as providências já tomadas pelo consumidor, como se este fosse um marginal delinquente, como se o cliente e consumidor tivesse apenas obrigações e não direitos.
Por essa e outras, estou decidido a abandonar a Microsoft e incentivo a todos que façam o mesmo. Usem o OpenOffice no lugar do MS Office (é ótimo e gratuito), naveguem com o Firefox (ecelente, seguro e grátis!), no lugar do Explorer e, se puderem, instalem o Linux em seus computadores. É preciso dar um basta à exploração do monopólio da Microsoft. Que eles tenham o mercado mundial. A mim, não mais terão!
(Caso queira responder, faça-o só a mim. Não dê "responder a todos" ou "reply to all". Não desejo importunar ninguém com correntes de e-mails, ok?)
Obrigado."
quarta-feira, abril 11, 2007
Mentiras
Quem assiste ao Universal Channel já deve ter visto centenas de vezes a propaganda dos seriados na qual o “Dr. House” aparece dizendo: “As pessoas mentem por milhares de razões”.
Esta é a premissa do personagem ao tratar doentes: as pessoas sempre mentem. A partir daí ele investiga seus pacientes e faz seus diagnósticos. A série faz grande sucesso, ganhou inclusive prêmios (apesar dos enganos e exageros no que diz respeito à medicina e às doenças).
Os motivos que levam as pessoas a mentir são muitos. O objetivo é um só: esconder a verdade. Interessante que a verdade, algo tão precioso e valorizado por todas as crenças e morais sociais através da história, seja ao mesmo tempo tão diligentemente escondida dos outros pelas mesmas pessoas que tanto a prezam! Não só enganamos os outros como, muitas vezes, tentamos esconder a verdade de nós mesmos.
Deve ser por isso que um dos traços de personalidade que mais me atraem numa pessoa seja a sinceridade e capacidade de desvelar e enfrentar a verdade com calma e equilíbrio.
Para mim, este é um aprendizado, longo e doloroso. Salvo engano.
Repassando...
Este é um caso. Recebi da grande amiga Isis um e-mail dizendo que devemos usar mais o site de obras públicas do Capes, pois ele pode ser desativado por ser pouco acessado.
Chama-se "Domínio Público" e tem obras de Fernando Pessoa, Shakespeare, teses, músicas e muito mais. Vale a pena a sua visita e apoio.
Tá dado o recado. Tenham um bom dia!
segunda-feira, abril 09, 2007
Ah, o Texas!
O seriadinho de TV “Two & Half Men”, da Warner Chanel, saiu com esta pérola de humor político de primeira:
- “Nossa!,” – diz Charlie, lendo a prova de história do sobrinho – “o Texas já foi outro país?!”
- “Sim” – responde o sobrinho, orgulhoso de seu conhecimento.
- “Quem teve a estúpida idéia de mudar isso? Não podemos devolvê-lo?” – completa Charlie, no ápice de sua sabedoria e ironia.
Usando créditos
Na véspera desta Páscoa, meu primo dirigia pela Rodovia Castelo Branco, uma estrada larga e moderna, em direção à minha terrinha, Sorocaba, quando foi surpreendido pelo vôo da capota de uma pick up – essas coberturas rígidas que se adicionam em camionetes – bem à sua frente. Ao tentar evitar um choque de conseqüências imprevisíveis, ele desviou, derrapou e acabou capotando várias vezes, destruiu seu automóvel, mas saiu-se praticamente ileso.
Ao nos contar a aventura (ou desventura) ele comentou que pra sair vivo de um acidente dessa gravidade ele deve ter usado alguns dos créditos que possuía.
Ponderei que, no meu caso, eu teria ficado em débito, pois meus créditos com Ele não devem ser muitos, se de fato tenho algum...
Chegamos à conclusão que as chances e oportunidades que temos de morrer são tantas (doenças, acidentes, violências) e de tal forma diárias, que só estamos vivos porque Ele assim o quer. Não há crédito que possamos adquirir na vida que nos mantenha vivos, tal o número e grandeza das ameaças a que estamos sujeitos a cada minuto.
Interessante que tal constatação, longe de nos deixar aterrorizados, tem um efeito liberador, permite curtir mais o dom da vida, apreciar os momentos bons e relevar os ruins. Afinal, podiam não existir!
O carro deu PT (perda total), que o seguro cobre, mas, pensando bem, houve lucro!Questionário de Proust
1. Qual é a sua maior qualidade?
Iiiiih, são tantas...
2. E seu maior defeito?
A preguiça e ser incapaz de responder à primeira pergunta.
3. A característica mais importante em um homem?
Ter um pênis.
4. E em uma mulher?
Não te-lo.
5. O que você mais aprecia nos seus amigos?
Serem meus amigos.
6. Sua atividade favorita é…
Ver um bom filme, ler um bom livro, escutar boa música, e...
7. Qual a sua idéia de felicidade?
Praia, sol, música, família, amigos, sorvete e pizza.
8. E o que seria a maior das tragédias?
Viver em Sampa, na chuva, só, sem música, a pão e água.
9. Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo?
Você.
10. E onde gostaria de viver?
Nalgum lugar.
11. Qual sua cor favorita?
Azul.
12. Uma flor?
Minha esposa. E os ipês.
13. Um pássaro?
Os que freqüentam minha casa.
14. Seus autores preferidos?
Tolkien, C. S. Lewis, e... tá bem, vai, o P. Brabo.
15. O os poetas que mais gosta?
Os que fazem as letras lindas das músicas que gosto.
16. Quem são seus heróis de ficção?
O-Fantasma-que-anda, Indiana Jones, Magnum, Sherlock Holmes.
17. E as heroínas na ficção?
Todas as bonitas.
18. Seu compositor favorito é…
Meu compositor favorito são!!!
19. E os pintores que você mais curte?
Os “irmãos” Monet e Manet e todos os impressionistas.
20. Quem são suas heroínas na vida real?
Tirando mamãe, esposa e filha – por me agüentarem – não conheço muitas....
21. E quem são seus heróis?
Mahatma Ghandi, Martin Luther King e Nelson Mandela.
22. Qual sua palavra favorita?
“Supercalifragilisticexpialidocious!”
23. O que você mais detesta?
Responder questionários.
24. Quais são os personagens históricos que você mais despreza?
Pedro Álvares Cabral... precisa dizer por quê?
25. Quais dons naturais você gostaria de possuir?
Tino comercial, ouvido musical e sorte.
26. Como você gostaria de morrer?
De repente.
27. Qual seu atual estado de espírito?
Pasmo (“awed” in english).
28. Que defeito é mais fácil perdoar?
Os meus.
29. Qual é o lema da sua vida?
“Meu compromisso é com o esforço, não com o resultado”.
terça-feira, abril 03, 2007
Lucros, lucros e... lucros!!!
Não sei o nome dele, mas o presidente da Federação Nacional dos Bancos e presidente do Bradesco deu uma entrevista ao Estadão dizendo não entender por que as pessoas reclamam das altas taxas e juros bancários - em virtude dos lucros dos bancos - e não reclamam dos fabulosos lucros da Petrobrás - em função alto preço da gasolina – nem da Vale do Rio Doce e seus lucros.
Bom, não sei se alguém já explicou pro gajo, ou se ele vai ler meu humilde blog, mas tudo bem, eu dou a explicação. É tão simples!
Os lucros da Petrobrás e da Vale advém da produção e venda de produtos!!! Por mais caros que sejam, são palpáveis: gasolina, aço.
De onde vem os lucros dos bancos? Da agiotagem com o dinheiro depositado pelas pessoas!!! O que eles produzem? Os bancos não produzem ab-so-lu-ta-men-te-na-da!!! Eles pegam o teu dinheiro - que você deposita porque não é idiota de manter em casa ou carregar no bolso só pra ser assaltado – e saem lucrando com ele. E depois ainda te cobram por manter o dinheiro com eles!!!
Portanto, Sr Presidente da FEBRABAN, a revolta dos cidadãos contra a safadeza dos bancos é totalmente lógica e natural. Entendeu, ...ecil?!?!?!?!?
Oras bolas, que cara-de-pau!!!
segunda-feira, abril 02, 2007
J. T., India e o segredo da vida
Há momentos na vida que uma conjunção de fatores nos proporciona uma experiência sublime, que faz valer a pena estar vivo. Momentos assim se perpetuam depois na memória. Quando somos afortunados de ter uma música para acompanhar a lembrança, então a experiência se torna mais palpável.
James Taylor é um dos meus favoritos. Desde “Fire & Rain”, há mais de 30 anos, ele tem feito músicas que me tocaram fundo – “Fading away”, “You can close your eyes”, “Hey mister”, “Home again”, “You’ve got a friend” – e mais recentemente a bonita homenagem a Martin Luther King, “Shed a little light”, passando pela gratidão aos brasileiros na sincera “Only a dream in Rio”, na qual ele conta da emoção de ver e ouvir um mar de gente cantando com ele no “Rock in Rio” numa época em que ele – que nunca foi roqueiro - andava meio por baixo.
India.Arie - é assim mesmo, com ponto final entre os nomes – foi uma agradável surpresa. Confesso que nunca havia ouvido a bela negra e nem ouvido falar dela. Mas, no show da ong Musicares, em homenagem ao bom e velho J. T., tive o privilégio de conhece-la. E reencontrei outra pérola do repertório de J. T.: “Secret o’ life”. Com uma interpretação emocionante, delicada, poderosa, India cantou a música acompanhando, com gestos leves e significativos, cada nota, cada palavra. Lindo, lindo demais! Pena que eu ainda não possa compartilhar com vocês esse momento, pois não sei como fazer o upload do vídeo, mas vou aprender com meu filho e disponibilizar pra vocês saberem do que estou falando.
“Secret o’ life” é uma música simples e profunda. Propõe que o segredo da vida seja a “aproveitar a passagem do tempo”, assim como o segredo do amor está “em abrir o coração”. Será? Não sei, mas músicas e letras assim me deixam emocionado e pensativo. E grato por estar vivo para sentir essa emoção. Para ouvi-la na voz de Sweet Baby James, clique no botão “Box” azul ao lado e procure nos arquivos do meu Boxnet.
E bom proveito!!!
Caos, vôos e aeroportos
Minha cunhada demorou mais de 12 horas de puro inferno pra voltar pra casa neste fim-de-semana E o vôo não levaria mais de 3 horas. Viajou a trabalho e quase não volta. Apesar das peripécias e sofrimento, teve sorte. Muitos outros não conseguiram viajar. Nos noticiários viam-se rostos tensos, sofridos e revoltados. Teve muito bate-boca e até sopapos.
Ela contou-nos que um piloto afirmou ser tudo culpa dos controladores, pois desde o acidente da Gol - do qual foram diretamente responsáveis - por incompetência, vinham fazendo tudo errado.
Nas horas de crise e desespero é comum procurarmos por um culpado, alguém em quem jogar toda a responsabilidade pela tragédia que sobreveio. É também comum sermos injustos, parciais, intolerantes e míopes em relação aos envolvidos na situação.
Jogar a culpa pelo caos nos controladores é fácil. Assim como seria igualmente fácil culpar o governo, as empresas de aviação e até mesmo os passageiros. Dá para jogar a culpa no capitalismo, no pecado humano, no Diabo e até mesmo em Deus (que, insano, permitiu o homem voar...). O difícil é evitar a tentação de escolher o caminho mais fácil, admitir que a questão é complexa e que apontar dedos é o caminho mais curto para se fazer injustiça. Sem ajudar a resolver o problema.
Fácil também é dar com ombros, dizer que as coisas são assim mesmo e que nada adianta espernear porque tudo vai continuar a mesma m... ou piorar.
Ser construtivo, equilibrado e realistamente otimista em situações como esta é o mais difícil. E também o mais útil.