terça-feira, novembro 28, 2006

Estômago frágil


Pois é, fui ao Rio de Janeiro (que continua lindo) com o amigo Ramiro para trazermos seu barco Ardentia de volta a Ubatuba. Viagem de muitas horas, que seria dividida em duas ou tres paradas. Saímos da Baía da Guanabara à tarde e pegamos bons ventos, o que permitiu velejarmos com boa velocidade por algumas horas. O vento trazia também as marolas, que faziam o barco subir e descer, balançar pra lá e pra cá.
Foi aí que o prazer virou mal estar. Enjoei, vomitei e passei umas tres horas sentindo-me mal.
Como o vento cessou e o céu nublou lá pela meia noite, desistimos de parar, resolvemos ir direto e passamos a navegar a motor, com o mar mais calmo. O mal estar melhorou e dormi umas horas. Subi ao convés de madrugada para que o Ramiro pudesse descansar também.
Com isso, fui contemplado com um belíssimo nascer-do-sol em alto mar, que compartilho com os queridos leitores deste meu diário. O mal estar foi um pequeno preço para assistir tal espetáculo!
Chegamos ao porto final pela manhã, o céu abriu e pudemos curtir um banho de mar e a paisagem linda da baía onde fica a marina, a praia Saco da Ribeira. Apesar do vexame (tinha certeza que não ia sentir-me mal), fico super-agradecido ao meu amigo pela oportunidade ímpar de navegar. É realmente emocionante e belo navegar.

2 comentários:

Lou H. Mello disse...

Teve até um português que disse: "Navegar é preciso". O Amir Klink vive dizendo que o homem tem que andar (no caso dele, navegar) e ter um porto para onde voltar.
Eu daria muito por uma viagem destas, me deixou com inveja.

Rubinho Osório disse...

Realmente, Lou, um porto não é só parte da viagem, como é parte importante, pois nele descansamos (e nos recuperamos de um enjôo...) e ficamos prontos para a próxima etapa.