terça-feira, agosto 15, 2006

"Operação Saúva"

A PF prendeu vários servidores públicos (até do exército!) por fraude em licitações. O esquema era simples: pagava-se por informações privilegiadas, fazia-se acordo com empresas concorrentes e/ou participantes, superfaturavam as compras e entregava-se produtos inadequados. Por fim , lucravam "horrores" de maneira fraudulenta, às custas do seu dinheiro, caro leitor.
O mesmo acontece com frequência em todas as esferas de governo. Nem sempre, entretanto, para fins ilícitos.
Algumas vezes, poucas talvez, usa-se este expediente - de burlar a lei - para garantir previamente o contrato de certo fornecedor de serviço ou produto sem o risco de outra empresa ganhar a concorrência e fornecer o que não atende as necessidades do serviço público, mas, por ser o mais barato, vence .
Numa empresa é simples. Ela contrata quem quiser. No serviço público, não. Com regras rígidas, como a Lei 8.666, é mais difícil contratar o que é melhor para a sociedade.
Os safados e "espertos", no entanto, continuam a tramar e burlar as leis para seu próprio benefício, causando grandes prejuízos sociais e tornando mais difícil a vida do servidor dedicado e comprometido com o bem comum e que é - acreditem - a maioria no serviço público.
Conclusão: as leis dificultam a vida do cidadão de bem, mas são apenas mais um desafio para o mal intencionado.

2 comentários:

Marina Franco Camargo disse...

Na minha opinião o que mais atrapalha a vida dos civis "de bem" - ironicamente- são Os Direitos Humanos.
Chegamos a um ponto em que eles defendem mais os que não fazem parte da socidade (lê-se estão presos) do que nós, A sociedade em si.
Abraço!

Rubinho Osório disse...

Oi, Marina.
Concordo que os Direitos Humanos foi importante quando não existiam e precisavam ser proclamados e enfatizados. Mas creio que o problema não seja os Direitos Humanos em si, mas nossa capacidade de usa-los mal e deixarmos serem usados para o mal.
Ah, gostaria de me corresponder com vc. Mande-me teu e-mail, se quiser, ok?