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terça-feira, outubro 09, 2007

Ainda o embroglio...

O cinismo grassa nas relações empresa cliente. De um lado, apregoam ser a satisfação do cliente o objetivo principal da empresa. Por outro, estão pouco se lixando para o cliente, só querem o lucro, quanto mais fácil, melhor.
A Bradesco Seguros teve o despeito de dar a resposta abaixo ao jornal O Estado de S. Paulo, quando este encaminhou minha reclamação a ela.Ridícula e maliciosa.Vejam voces:

Rio de Janeiro, 8 de outubro de 2007.

Ao jornal

O Estado de S. Paulo

Em resposta à correspondência enviada a esse jornal pelo Sr. Rubens Pires de Lima, informamos que é de responsabilidade do cliente a obtenção do valor do saldo devedor junto à instituição financeira à qual o veículo segurado é alienado fiduciariamente.

A Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros, através do serviço despachante, dá ao cliente essa facilidade, tentando junto à instituição conseguir o saldo, visando sempre a agilidade do processo e o bom atendimento ao cliente.

Registramos que as condições gerais da apólice informam que o veículo deve ser entregue à seguradora livre e desembaraçado de quaisquer ônus e que o cliente foi contatado visando abreviar o procedimento de pagamento. A seguradora não tem qualquer responsabilidade sobre eventuais atrasos na obtenção de documentos a serem fornecidos por terceiros. [por que, então se ofereceram, por escrito para cuidar do assunto, quando não tinham competência para resolvê-lo?!?!]

Bradesco Auto/RE Companhia de Seguros

Não mencionam uma vez sequer o mau atendimento prestado pelo despachante, nem o absurdo tempo que levaram para me entregar a indenização!!! E querem se passar por bonzinhos e eficientes!!!
Eles que vão tentar enganar a vovozinha!!!

sexta-feira, outubro 05, 2007

Update do embroglio Bradesco - Sudameris

Pois é.
Esta semana as duas empresas me ligaram.
A seguradora por ter sido comunicada pela SUSEP e o banco por ter sido avisado pelo jornal "O Estado de S. Paulo".
A ambas repeti meus argumentos. Ficaram de fazer novo contato.
Vamos aguardar, então.
Não tenho esperanças de que algo mude para melhor, mas não deixa de ser confortadora a idéia de que "euzinho" aqui esteja dando dor de cabeça pra essas incompetentes.
Salvo engano.

segunda-feira, setembro 24, 2007

Para os que aguardaram...

Quem ficou curioso com meu post de 24 de agosto terá a curiosidade saciada no post abaixo, no qual conto, tintim por tintim, a via crucis de um pobre coitado cliente de banco e seguradora, mas sem poder econômico ou político para fazer as coisas acontecerem a contento.
Deu nisso que está relatado abaixo...

Porque a Bradesco Seguros e o Banco Sudameris são Incompetentes

(O texto abaixo foi enviado à Superintendência de Seguros Privados, ao Banco Central, aos jornais Folha de São Paulo e O Estado de S. Paulo, às ongs Pro Teste e Idec, ao Marinho Despachante, além das duas empresas reclamadas)

A quem interessar possa: Porque a Bradesco Seguros e o Banco Sudameris são incompetentes

(talvez eles não saibam, nem seus clientes, mas ainda sofrerão as consequências de assim agirem)

Dia 22 de julho pp o carro de meu filho sofreu uma colisão. Comuniquei imediatamente o fato à Bradesco – Seguros e Previdência e levei o veículo à oficina indicada.

Passou-se mais de uma semana antes que o perito fosse à oficina fazer o laudo que resultou na classificação de “perda total” do veículo pela seguradora.

Em 09 de agosto, 18 dias depois, recebi da Bradesco a lista de documentos necessários para ser indenizado. Foram enviados, por Sedex, no dia 16 de agosto à empresa indicada – Marinho Despachante.

O saldo devedor ao Banco Sudameris, referente ao financiamento do carro, seria pago diretamente pela seguradora e eu deveria, em seguida, receber o cheque da diferença.

Recebi ligação do despachante, na semana seguinte, dizendo que não conseguia do banco o documento necessário para dar andamento ao processo. Pediu-me para interceder junto a agência, no sentido de enviar tal documento ao despachante. Fiz o solicitado, falei com a agência – muito mal atendido, por sinal – e um documento foi enviado ao despachante. No dia seguinte, nova ligação para dizer-me que o documento enviado não era o exigido e pediu-me nova interferência junto ao banco. Outra pessoa, no banco, cuidou do assunto e enviou, no dia 23 de agosto, tal documento. Um mes do acidente havia se passado.

O tempo passou, e no dia 06 de setembro, o banco recebeu o pagamento do saldo devedor do financiamento. No mesmo dia encaminhou o recibo ao despachante.

Finalmente, em 14 de setembro, recebi, depois de 54 dias do acidente, o cheque a que tenho direito. Hoje, 21 de setembro, foi finalmente liberado e tenho o saldo em minha conta bancária.

Este longo processo foi um festival de inépcia, má vontade, procrastinação intencional, e burrice empresarial:

Em primeiro lugar, o absurdo de não existir entre instituições financeiras afins, como banco e seguradoras, protocolo de procedimento sobre trâmite dos documentos necessários para atender ao cliente comum aos dois. Pior ainda, tentar jogar sobre os ombros do cliente a responsabilidade pelo fornecimento de documentação sobre a qual o cliente não tem nenhum envolvimento e governabilidade! Isto é, trabalhei para a Bradesco e para o Sudameris de graça!!!

Em segundo lugar, a flagrante má vontade do funcionário do banco em atender as minhas necessidades, sua ignorância do assunto em pauta, e incompetência – por sinal notória na agência – com a qual o banco é conivente.

Em terceiro lugar, uma desastrosa terceirização de serviços burocráticos – da Bradesco Seguros para a Marinho Despachante – que impedia acompanhamento e comunicação adequados entre o cliente e a seguradora. A tal ponto de ligar para o despachante e pedir para falar com o funcionário que havia me ligado anteriormente e receber a seguinte negativa: “ele não atende telefone”!!!

Em quarto lugar, os impressionantes, incompriensíveis, e inaceitáveis 58 dias que se passaram entre a comunicação do acidente à seguradora e o ressarcimento ao qual faço jus.

Em quinto lugar, a quem recorrer? Quem defende os direitos dos clientes de bancos e seguradoras – empresas com altíssimos lucros – mas que buscam unicamente esses lucros, em detrimento dos direitos e satisfação do consumidor???

Néscios são os que imaginam que passarão incólumes mesmo cometendo toda sorte de injustiça... O futuro dirá!

Sorocaba, 21 de setembro de 2007.

Rubens Pires de Lima Osorio

15-8111-0991

rubens.osorio@gmail.com

quarta-feira, setembro 19, 2007

"Tuneis do metrô de SP se desencontram..."

Deu na Folha.
Ao que parece, são 80 cm de desalinhamento, um absurdo para a engenharia.
Mas, pelo que vcs podem ver abaixo, isto não é novidade.
(Eu usava esta ilustração quando dava aulas de Planejamento Estratégico)

sexta-feira, setembro 14, 2007

Observações de um turista distraído - 10

O nosso pequeno périplo pela bota italiana incluiu muitos lugares fabulosos, que certamente aconselho a qualquer pessoa conhecer, caso tenha oportunidade.

Mas, lugar algum foi tão incrível e unique como Veneza. Quando a gente visita uma cidade, qualquer que seja, são cidades que a gente vê: ruas, prédios, praças, trânsito, gente.

Em Veneza, é diferente. Quando se visita Veneza, entramos em outro mundo, muito, muito bonito e interessante. São canais, vielas, prédios e igrejas formando um caleidoscópio de formas e cores impressionante.

O impacto foi tal que não me contive e fotografei feito louco: foram mais de 500 fotos em dois dias!!! A foto abaixo mostra duas coisas típicas da cidade: gôndolas - caríssimas - e a ponte - belíssima.

Dei razão à minha tia Rute. Quando tive oportunidade de visitar Machu Pichu, ela comentou que dos lugares que ela conhecia, dois ela gostaria de ver novamente: Veneza era a segunda.
Para quem gosta de arquitetura, a cidade é uma festa: todos os prédios tem algo de especial e a influência turca dá um clima todo próprio e percebe-se nitidamente que seu auge econômico foi digno de Salomão.
É muito triste e preocupante perceber que toda esta beleza pode ser destruída em breve pela elevação do nível do Mediterrâneo, consequência da estupidez humana. É uma pena. Quem puder, visite, antes que acabe!!!

quinta-feira, setembro 13, 2007

Gosto Amargo

Eram tempos de ditadura. Como diriam, tempos bicudos aqueles. A Política - com "P" maiúsculo - amordaçada, os políticos - com "p" minúsculo - à solta. Os Artistas, censurados, usavam de todas e qualquer brecha para lançar sua arte libertária ao mundo - "quem tem ouvidos para ouvir, ouça" - de forma sutil, refinada, impossível de ser trancada nos porões negros da ditadura.

Ivan Lins - na canção "Aos nossos filhos" (clique para ouvir) - deixava um testamento ao futuro, pedindo perdão por tudo aquilo, perdão pela falta de abraços, pela cara amarrada, por tantos perigos, pela falta de abrigo, de amigos, a falta de folhas, de ar, de escolhas... afinal, os dias eram assim.
Esperançoso, dizia que quando soltarem os laços, lavarem as mágoas, a alma, a água, lavem os olhos por mim.
Terminava pedindo que quando colhessem os frutos, dissessem a ele o gosto.

Pois estamos colhendo os frutos, Ivan. E O GOSTO É AMARGO !!!!

Participação de Falecimento

Faleceu ontem, na capital da república, o Senado Federal. Com mais de cem anos de idade, sofria um processo crônico de falta de vergonha na cara, anacronismo, corporativismo, miopia política, covardia e ganância, fatores esses agravados pelo escândalo Renan Calheiros (bactéria altamente resistente e letal).
Foi decretado luto eterno em memória da esperança de dias melhores. Não virão.
Deixa uma nação estarrecida de órfãos políticos. E um bando de safados encastelados no poder legislativo, executivo e judiciário nos municípios, estados e governo federal.
Sua falta não será sentida. Não haverá saudades. Não haverá enterro. Seu corpo, exposto na Praça dos Tres Poderes, será memorial eterno do que poderia ter sido e não o foi. Para vergonha do povo brasileiro que o elegeu.
Amém!

terça-feira, setembro 11, 2007

Deserto...

A umidade do ar está beirando a dos desertos. Aqui, na minha cidade, as pessoas ainda teimam em não ter árvores nas calçadas - "fazem uma sujeira" - e todo sofremos. Ainda bem que vivo cercado de plantas - se bem que estão sedentas por uma chuvinha - que diminuem o efeito ruim desta sêca.
Tomara que chova logo!!!
Ah, passem pelo "O tempo passa..." que tem historinha nova!

11/9

Quando a tragédia aconteceu, a única idéia clara em minha cabeça foi: o mundo não será mais o mesmo. Não foi.
Mudou, e mudou pra pior. Muito pior. Temos algo pior do que Vietnã acontecendo no Iraque e Afeganistão, sem final feliz à vista. Um medo constante e justificado nos países desenvolvidos. Ódio e incompreensão religiosa em todo mundo.
E tem gente que pensa que pode passar a vida alheia a tudo isso; que nada disso lhe diz respeito, afinal, estamos no Brasil, não é?
Vai pensando, vai...

sexta-feira, setembro 07, 2007

A TIM tá parecendo a Vivo...

Atendendo a milhares de pedidos (né, Chris e Georgia ?), conto-lhes o "causo" da TIM que me deixou "aperriado":
Minha filha, Dani, percebeu que na conta deste mes cobraram a mais algumas ligações dela. Para corrigir essa cobrança errada, ela ligou para a TIM. Tentou quatro vezes até, finalmente, conseguir ser atendida pela pessoa que deveria resolver o problema, mas dela recebeu a informação que o valor estava correto porque os preços promocionais haviam se encerrado em fim de junho e as chamadas em questão eram de julho.
Desconfiada, a Dani, que não é boba - asseguro-lhes - consultou o regulamento da promoção e verificou que a tal promoção se encerrou em 31 de julho, o que caracterizava cobrança a mais das chamadas em questão.
Ligou, portanto, para a TIM novamente - pela quinta vez-, e foi, novamente, não-atendida com a mesma desculpa - esfarrapada - das ligações anteriores: "o sistema está inoperante, ligue mais tarde".
Fui cliente da Vivo por mais de 10 anos, desde quando chamava-se "Telesp Celular" e os aparelhos eram aqueles tijolões pretos analógicos, horríveis, cujas baterias duravam 6 a 8 horas!!! O atendimento da Vivo sempre foi horrível e vivia brigando com eles por cometerem enganos absurdos comigo - acho que com os outros deve ser a mesma coisa.
Desisti, finalmente, exatamente por isso: atendimento incompetente, mau gerenciamento de dados, uma tendência constante de deixar o cliente "pendurado" ao celular para ser atendido em suas justas reclamações.
Nos últimos 14 meses, tenho sido um feliz cliente TIM. Até agora. Se a TIM continuar nesse rumo, vai se tornar uma "Vivo GSM" (argh!!!).
A Dani escreveu para a TIM. Descreveu o problema e disse que não vai mais ligar porque já gastou mais de uma hora ao celular, tentando, e que espera que a empresa corrija o erro antes que tomemos outras medidas.
Veremos...

quinta-feira, setembro 06, 2007

Ofendendo

Espero que alguém da TIM - operadora de telefonia celular no Brasil - leia este post.
Espero que leia e se ofenda.
Espero que leia e se sinta muito ofendida.
E que resolva fazer algo a respeito, que me desminta totalmente. Que torne meu argumento pó.

A TIM está parecendo a Vivo!!!

Vamos, pessoal da TIM, reajam! Provem que estou errado! Porque, pra mim, a frase acima é uma ofensa. E das grossas!

(Se alguém quiser saber o motivo, eu conto, mais tarde.)

quarta-feira, agosto 29, 2007

Observações de um turista distraído - 9

Uma das melhores coisas da minha viagem pela Itália foi percorrer de carro um trecho central do país, entre Roma e Florença. Por serem duas das mais importantes do país, há uma auto-estrada moderna que liga as duas cidades. Mas não foi por ela que percorremos a distância de pouco mais de 300 km. Foi por estradas secundárias, mas não menos bem conservadas, que passam por algumas jóias da urbanização medieval italiana: Orvieto, Spello, Todi, Assis, San Giminignano, Pisa, Lucca e outras.
No vai-e-vem e no sobe-e-desce das curvas da estrada, fomos surpreendidos constantemente por cenas lindíssimas, de campos, matas, vales e montes - estes, vez em quando, com um castelo, ou até mesmo uma cidadezinha inteira empoleirada no cume.
Foi a parte mais tranquila e relaxante da viagem. Durou pouco, só tres dias, mas deixou saudades e vontade de voltar.

segunda-feira, agosto 06, 2007

Generoso... ah, tenha dó!!!

A Veja, essa porcaria de revista semanal que fascina e enfeitiça milhões de leitores - pobres coitados - é pródiga em falsas verdades.  Kalil Gibran já falara que "quem fala a verdade com malícia, é mentiroso".  A revista é o retrato fiel desta frase.
Vejamos.  No exemplar desta semana, ela faz comparações entre programas de aposentadorias de vários países latinos.  E conclui que "o governo brasileiro é bem mais generoso".
Generoso... Ge-ne-ro-so... GENEROSO???
Como assim?  O cidadão trabalha 30, 35 anos recolhendo 8% da sua renda mensalmente para os cofres públicos para, ao fim da vida, receber essa merreca de aposentadoria e a revista diz que o governo é generoso?????
Ah! Tenha dó!!!

terça-feira, julho 31, 2007

No Fly

Escreve-me Eliana, minha diva, convocando todos para o ato público de protesto contra a situação do sistema aéreo brasileiro.  Propõe os organizadores que além do ato de protesto às 16 horas no Obelisco do Ibirapuera (com camisetas brancas), em Sampa, as pessoas abstenham-se de voar no dia 18 de agosto.
Já mencionei algures neste blog, que as pessoas não sabem o poder que tem nas mãos, caso se unissem, e deixassem o comodismo de lado.  Não só o sistema aéreo melhoraria, como as tarifas bancárias despencariam (bastava sacarmos todo dinheiro dos bancos por um dia), o leite voltaria a preços razoáveis (uma semana sem leite não mataria ninguém acima dos 12 anos), etc, etc, etc.
O sistema político brasileiro mudaria, pra melhor, caso ninguém votasse como protesto contra a sem vergonhice que grassa em Brasília.
Mas, adianto-me, nada vai acontecer. Repito, o povo não sabe o poder que tem. Ou - pior - sabe, mas não está nem aí...

quarta-feira, julho 25, 2007

Nota

Publiquei hoje um rascunho da série "Observações de um turista distraído" o de número 8 e foi postado mais abaixo, com data de 16/07. Mas é de hoje.  Dê uma olhada.

segunda-feira, julho 23, 2007

Não tem jeito...

O caos nos aeroportos continua.  Continuam o caos em outras áreas da vida social brasileira.  E por que não há mudanças ?  Porque as pessoas esperam que alguém - menos elas mesmas - façam alguma coisa.
Se as pessoas que viajam de avião se negassem a comprar passagens de vôos saindo ou destinados ao aeroporto de Congonhas, as soluções apareceriam rapidinho.  Mas ninguém quer gastar uma hora pra ir a Cumbica ou Viracopos - tão longe -, quando podem ir tão fácil até o Congonhas - bem no centro da cidade! Pra não gastar uma hora de nossa vida, morremos.
O comodismo, preguiça e inercia das pessoas perpetuam os problemas.  E nós nos enganamos, jogando a culpa nas autoridades, nas empresas, quando a culpa pelo caos é nossa. Só nossa...

segunda-feira, julho 16, 2007

Observações de um turista distraído - 8

A Itália, país que tem tantos laços com o Brasil, possui algumas características geográficas tão distintas, que custa a crer que tenhamos tanto a nos unir.
Uma das distinções é a visual.  Passamos por uma região onde tres produtos dominavam a paisagem agrícola: 

as parreiras de uvas para produção de  vinho;
 

as oliveiras - com sua coloração toda especial - para produção de azeite;
 

e os trigais que permitem aprodução de grande variedade de pães e massas consumidas no país.
Na foto abaixo, temos oliveiras em primeiro plano e um extenso trigal ao fundo.


No Brasil, em especial no estado de São Paulo, onde moro, a paisagem agrícola é dominada principalmente pelas grandes extensões de cana-de-açúcar, laranjais, cafezais e gado.
Pelas fotos acima voces podem perceber porque essa característica me chamou tanto a atenção.

sexta-feira, julho 13, 2007

Futuro Primitivo

Estive lendo John Zerzan, um filósofo maluco, muito apreciado pelos radicais anti-globalização. Ele defende, no texto chamado "Futuro Primitivo", a noção de que o homem pré-histórico, que viveu por um milhão e meio na Terra, sem agricultura, sem escrita, sem território - isto é, sem governo, país, religião, e cultura - esse homem era muito mais feliz do que o homem moderno. E propõe a pura e simples extinção da civilização como forma de sobrevivência e promoção da felicidade do ser humano. Muito louco, não! Pois então assistam o documentário-manifesto sueco "Surplus". É impressionante!

Pois, depois de passar o dia todo, sexta-feira passada, tentando resolver problemas no computador "zerinho" da Elaine, sem muito sucesso, estou inclinado a concordar com o sr. Zerzan: "a civilização moderna é uma m...!"

Salvo engano.

quinta-feira, julho 05, 2007

Observações de um turista distraído - 7

Automóveis sempre me fascinaram.  O primeiro carro de meu pai foi um Ford 1933.  Maravilhoso!  Meu pai vendeu-o porque fazia 3 a 4 km/l de combustível !!! mas tem saudade dele, assim como eu.
Foi natural, então, meu interesse pelo universo automobilístico europeu.  Viajei pensando em ver Ferraris fabulosas, Bugattis velossíssimas, Rolls Royces e Mercedes chiquérrimas.
É. Vi alguns carros lindos, sim. E caros, sim, muito caros.  Mas tres me atrairam não por serem fabulosos, caros ou chiquérrimos. Veja-os:
    O calhambeque, em perfeitíssimo estado de conservação, havia acabado de participar de um evento tradicional na Italia, no qual participam centenas de carros antigos, num percurso de estrada de mais de 200 km.
Este miudinho, metido a moto, é o Smart - o carro mais esperto que vi! É a solução ideal para o caótico trânsito de São Paulo.  Por que a indústria automobilistica é tão ávida em lançar carrões que "não tem cara de tiozão" por aqui e não lançam algo como o Smart, enorme sucesso de vendas na Europa ?  Adorei ver o carrinho andando pra lá e pra cá em Paris, Napoli, Roma, Firenze.  Bonitinho, ágil, moderno e versátil. Pra ele não há dificuldade pra estacionar !!!
E este outro pequenino, meio moto, meio carro é um veículo exclusivamente urbano, movido a bateria.  Outra alternativa interessante para as metrópoles brasileiras.